terça-feira, 25 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL!


 “Natividade”, 1776 (John Singleton Copley, 1738-1815).




Quem é você?



Por Charles Richet (1850-1935)



Por que existes? Não és realmente curioso se nunca fizeste esta pergunta. Feliz negligência, não obstante bem singular! Pois jamais pediste para viver e a existência te foi imperiosamente imposta.

Por quem? Para quê? Por quê? No entanto, tens em parte o direito de o saber, ou pelo menos de interrogar o destino, interrompendo o curso do teu trabalho, dos teus prazeres, dos teus amores e de tuas inquietações.

Mas não! Contenta-te com viver, antes vegetar, porque viver sem refletir sobre seu destino é lamentável. Andas, dormes, comes, bebes, amas, choras, ris, estás triste ou alegre e jamais te preocupas com a sorte que esperam teus bisnetos, nem como o universo misterioso que te cerca, universo esse estranhamente colossal, do qual não és mais que um átomo. Então nunca procurastes saber por que existes? Eis aí o que seria bom saber. Eis aí o que é justo aprofundar. Mas tu nãos és curioso.


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