quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A IGREJA E A MAÇONARIA




  
Mensagem do Cardeal D. Eugênio de Araújo Sales, Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro.



Desde o Papa Clemente XII, com a Constituição Apostólica “In eminenti”, de 28 de abril de 1738 até nossos dias, a Igreja tem proibido aos fiéis a adesão à Maçonaria ou associações maçônicas. Após o Concílio Vaticano II, houve quem levantasse a possibilidade de o católico, conservando a sua identidade, ingressar na Maçonaria. Igualmente, se questionou a qual entidade se aplicava o interdito, pois há várias correntes: se à anglo-saxônica ou à franco-maçonaria, a ateia e a deísta, anticlerical ou de tendência católica. Para superar essa interrogação, o Documento da Congregação para a Doutrina da Fé, com data de 26 de novembro de 1983, e que trata da atitude oficial da Igreja frente à Maçonaria, utiliza a expressão “associações maçônicas”, sem distinguir uma das outras. É vedado a todos nós, eclesiásticos ou leigos, ingressar nessa organização e quem o fizer, está “em estado de pecado grave e não pode aproximar-se da Sagrada Comunhão”.

Entretanto, quem a elas se associar de boa fé e ignorando penalidades, não pecou gravemente. Permanecer após tomar conhecimento da posição da Igreja, seria formalizar o ato de desobediência em matéria grave. A Congregação, no mesmo Documento de 26 de novembro de 1983, declara que “não compete às autoridades eclesiásticas locais (Conferência Episcopal, Bispos, párocos, sacerdotes, religiosos) pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas, com um juízo que implique derrogação do quanto acima estabelecido”. O texto faz referência à Declaração de 17 de fevereiro de 1981, que reservava à Sé Apostólica qualquer pronunciamento que implicasse em derrogação da lei canônica em vigor. Tratava-se do cânon 2335 do Código de Direito Canônico de 1917, que previa excomunhão “ipso facto” a quem ingressasse na Maçonaria. Reconhecer uma incompatibilidade doutrinária não implica fomentar um clima de hostilidade. Preservar a própria identidade e defendê-la, não significa incentivar atritos. Aliás, somente o respeito à Verdade facilita a paz e a busca da concórdia entre os indivíduos. O novo Código de Direito Canônico assim se expressa: “Quem se inscreve em alguma associação que conspira contra a Igreja, seja punido com justa pena; e quem promove ou dirige uma dessas associações, seja punido com interdito” (cânon 1374).

No dia seguinte à entrada em vigor do novo Código, isto é, 26 de novembro, é publicada a citada Declaração com a aprovação do Santo Padre. Diz o Documento que a Maçonaria não vem expressamente citada por um critério redacional e acrescenta: “Permanece, portanto, inalterado o parecer negativo da Igreja, a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a Doutrina da Igreja e, por isso, permanece proibida a inscrição nelas. Em 1997, a Livraria do Vaticano editou uma obra intitulada “A Maçonaria nas disposições do Código de Direito Canônico de 1917 e de 1983”, de autoria de Zbigniew Suchecki. O sucesso levou à tradução para o italiano de outro livro do mesmo autor. Eu fazia parte da Comissão do novo Código, na parte final da elaboração. Recordo-me bem. Houve uma emenda para fazer permanecer, de modo explícito, a condenação à Maçonaria, como foi obtido para o aborto, com excomunhão “latae sententiae”. A votação, no caso do abortamento, alcançou os dois terços requeridos e foi incluído o termo. No que se refere à Maçonaria, houve maioria em favor da explicitação da mesma associação, mas não com o índice requerido. Nos debates prévios foi alegado não ser necessário, pois o texto já continha uma proibição implícita.

Dom Boaventura Kloppenburg, em sua obra “Igreja e Maçonaria: conciliação possível?” recentemente reeditado em 4ª edição pela “Vozes”, trata profusamente deste assunto, no capítulo “Dos princípios do liberalismo religioso à maçonaria brasileira”. E no capítulo XI, “O Maçom perante a Igreja católica – As razões da condenação da Maçonaria” – Frontal oposição de doutrinas”. Outra obra recém-publicada pela Editora “Santuário” é “Maçonaria e Igreja católica”, de Dom João Evangelista Martins Terra.

Permanecendo a proibição no ensinamento da Igreja, houve nesse período pós-conciliar uma profunda modificação no relacionamento entre pessoas, entre católicos e maçons. Embora permanecendo separadas, existe um clima de respeito mútuo que permite um diálogo. O exemplo foi o aparecimento de reuniões entre católicos e maçons para estudo como o de uma Comissão das Grandes Lojas reunidas da Alemanha e a Conferência Episcopal Alemã, de 1974 a 1980. A Declaração final do Episcopado alemão evidencia a incompatibilidade, pois a maçonaria não mudou em sua essência. A pesquisa acurada sobre rituais e os fundamentos dessa instituição demonstra a existência de doutrinas que se excluem. Entre as causas dessa separação, enumera: a ideologia dos maçons, o conceito de Verdade, de Religião, de Deus, a Revelação, sobre a tolerância, os ritos, a perfeição do homem e a espiritualidade. De outro lado, a realidade alemã vê a possibilidade de colaboração pastoral na área da Justiça Social e Direitos Humanos. O fato de existirem eclesiásticos na maçonaria prova que há falhas na disciplina. São dadas explicações, não justificativas, baseadas em situações históricas, como no caso da Independência do Brasil. Dom Boaventura Kloppenburg, em sua obra examina o assunto e o reduz a dimensões reais. O respeito mútuo e a fidelidade aos ensinamentos da Igreja nos possibilitam uma convivência pacífica com os irmãos maçons.






N. E.: Por oportuno, leia-se também “Carta aberta aos caçadores de Maçons”, que entre outras coisas, versa sobre a presença de cristãos protestantes na Ordem. Disponível  aqui.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

EXALTAÇÃO NA LOJA OBREIROS DA PAZ nº 3285 GOB-PB




Em 22 de outubro (segunda), realizou-se Sessão Magna de Exaltação na A.'.R.'.L.'.S.'. Lindolfo Pires nº 1894 GOB-PB, Oriente de Sousa-PB. Na oportunidade foram exaltados 06 (seis) IIr.'. da A.'.R.'.L.'.S.'. Obreiros da Paz nº 3285 GOB-PB, Oriente de Marizópolis, sendo os trabalhos conduzidos pelo Ir.'. Valdi Sarmento, Venerável Mestre desta Oficina do Rito Brasileiro.

Os IIr.'. que alcançaram o ápice do Simbolismo foram José Idalécio, Amnon Rodrigues, Alberto Rodrigues, Osni, Artur e Jorge.

Dentre os presentes: Newton Pinto Figueiredo, Coordenador da 4ª Região; Nezinho, Venerável Mestre da A.'.R.'.L.'.S.'. Estrela do Vale nº 3174 GOB-PB, Oriente de São João do Rio do Peixe-PB; Valdeir Gonçalves, Venerável Mestre da  A.'.R.'.L.'.S.'. Fraternidade, Oriente de São Bento-PB, a trabalhar no Rito Brasileiro; Antonio dos Anjos, Secretário da A.'.R.'.L.'.S.'. José Rodovalho de Alencar nº 2912 GOB-PB, Oriente de Cajazeiras-PB, no ato, representando o Venerável Mestre da Oficina, Ir.'. Gercilene Rolim Formiga; e João Segundo, também do Oriente de Cajazeiras.

Por oportuno, o Ir.'. Newton Figueiredo apresentou uma medalha e um diploma de moção de aplauso ao Ir.'. Valdi enviados pelo Ir.'. Marcos José da Silva, Soberano Grão-Mestre Geral do GOB.


Após a Sessão, houve jantar no Restaurante Tok & Top, em Sousa.


















































segunda-feira, 22 de outubro de 2012

BRASILEIRO É INSTALADO EM LOJA AMERICANA





No último dia 15 de setembro o Irmão Samir Bichara, natural de Barra do Piraí - RJ, assumiu o cargo de Venerável da “The Massachustts Lodge” situada no Oriente de Boston (Massachusetts).

Esta Oficina foi fundada no ano de 1770, sendo considerada a terceira Loja mais antiga dos Estados Unidos. Atualmente compõem esta Loja Maçônica cerca de duzentos Obreiros, dos quais três são brasileiros. Filho de Maçom, o novo Venerável Mestre é radicado nos Estados Unidos desde 1998, onde foi iniciado em 2006.

FONTE: Correio Filosófico. Brasileiro assume veneralato de loja nos Estados Unidos. Ano IV. nº 48, set. 2012





domingo, 21 de outubro de 2012

ORDENADO O PRIMEIRO SACERDOTE CAVALEIRO TEMPLÁRIO DO NORDESTE






Na noite de 12 de setembro de 2012, no Tabernáculo Brasil nº 226, do District 47 Brazil do Grande Colégio dos Cavaleiros Templários Sacerdotes do Sagrado Arco Real ou Ordem da Sagrada Sabedoria, situado na cidade de São Paulo, foi ordenado Sacerdote Cavaleiro Templário o Ir.'. Edmir Japiassu, 33º, tornando-se o mais jovem Sacerdote Cavaleiro Templário do Brasil e o primeiro do Nordeste. 

A condição para ingressar nesta antiga e respeitada Ordem Maçônica Inglesa é atender aos seguintes requisitos: Ser Mestre Instalado de uma Oficina Simbólica; ser Cavaleiro Templário e ser convidado por integrante de um Tabernáculo, tendo seu nome sido aprovado em reunião.

Atualmente o Ir.'. Edmir Japiassu é Venerável Mestre da Loja Monteiro Lobato nº 71 GOIPE-COMAB, integrante do movimento Nacional Monteiro Lobato, filiado ao Supremo Conselho dos Graus 4 a 33 de Pernambuco e filiado ao Capítulo Nova Jerusalém nº 28 do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, jurisdicionado a The General Grand Chapter of Royal Arch Masons International. No seu retorno para o Recife, o Ir.'. Japiassu foi efusivamente parabenizado por seus Irmãos do GOIPE.

FONTE: Ordenação de Sacerdote Cavaleiro Templário. Revista Maçônica Fraternizar, ano XIV, nº 166, ago-out 2012, p. 26.




O que é

A Ordem dos Cavaleiros Sacerdotes Templários do Santo Arco Real - também chamada de Ordem de Santa Sofia - é um órgão soberano, com existência independente regido pelo Grande Colégio a partir de sua sede em Castlegate, York. Enquanto ele exerce autoridade exclusiva sobre trinta e um graus suplementares, se tornou famoso particularmente pelo grau de mesmo nome, hoje universalmente reconhecido como um aspecto importante dentro da estrutura mais ampla da Maçonaria.

Após investigação, o Grau de Cavaleiro Templário Sacerdote é aquele que pode ser encontrado em diversas formas e em vários ritos durante o século XVIII. Embora ações tenham sido feitas anteriormente é conhecido por ter existido na Irlanda nas últimas duas décadas do século XVIII, onde também pode ser encontrado como o grau 41 (Maçom Branco) no Novo Grande Rito. Ele era conferido pelo “Grupo de União" que parecia ter emanado das Lojas Simbólicas onde os Maçons do Arco Real associavam com os seus Irmãos Templários para propagar o grau com o presidente sendo designado como Sumo Sacerdote. Este e vários outros graus do Rito foram levados para a Escócia, em 1798. De lá, eles parecem ter se espalhado para Newcastle, Bristol, Bath e York. Mas sem a administração central, as circunstâncias conspiraram para produzir uma existência um tanto precária, resultando em uma escassez de registros confiáveis, até meados do século XIX.

A partir de 1812 o Grau foi possivelmente conferido dentro de um “Grupo de União” ou do Tabernáculo anexado ao Acampamento Royal Kent em Newcastle-upon-Tyne, que viria a ficar sob a autoridade do Conselho de Cavaleiros da Grande Cruz do Templo Sagrado de Jerusalém, um corpo erguido em Newcastle em 1845 para assumir o controle. No período de 1885-1895 os graus suplementares parecem ter sido reunidos em Newcastle-upon-Tyne, mas, apesar de períodos intermitentes de atividade em 1893, o Conselho começou a definhar. Em conseqüência, Henry Hotham, um maçom de Yorkshire, que era o único membro sobrevivente do Conselho, estando de posse da autoridade necessária, admitiu nove cavaleiros para o grau em março de 1894. Ele conferiu o posto de Grande ou Sumo Sacerdote Passado para cada um deles, título usado pelo líder do Tabernáculo em Newcastle naquele momento. Esta ação positiva deve ter tido um efeito de conservação, pois dentro de alguns anos o corpo de Newcastle foi convidado a apresentar à autoridade do Supremo Conselho dos Graus Maçônicos Associados em Londres, que, naquele tempo, procurava agressivamente alargar sua influência, anexando todas as Ordens e Graus que eram independentes.

Após diálogo satisfatório o Tabernáculo Royal Kent aderiu ao governo dos Graus Maçônicos Associados e foi concedido imediatamente status de “Immemorial Time”, juntamente com o direito de continuar trabalhando seus diversos graus. No entanto, a maior parte destes graus cedidos para o Grande Conselho dos Graus Associados mostrou-se impraticável e inadequado para o corpo de Londres administrar ou implantar visto que a maioria deles exige uma qualificação dos Templários, uma exigência fora da jurisdição reconhecida do Grande Conselho dos Graus Associados.



Sem dúvida o evento mais significativo e agradável na história do grau teve lugar em Outubro de 1922, quando C.W. Napier-Clavering, Grão-Mestre dos Graus Maçônicos Associados, anunciou que o seu Grande Conselho passaria a renunciar a autoridade sobre esses graus. Esta declaração estimulou a formação de um órgão para a regulação da Ordem. Em conseqüência, Napier-Clavering, que tinha sido admitido como um Cavaleiro Sacerdote Templário, cerca de dez anos antes, foi instalado como o primeiro Grande Sumo Sacerdote na inauguração do Grande Colégio que teve lugar em Newcastle-upon-Tyne em maio 1924. Curiosamente, alguns anos mais tarde, em 1931, o Grande Conselho sob sua orientação, também abandonou o controle sobre a Ordem do Monitor Secreto.





Os paramentos constituem-se de uma túnica branca (ou bege) de Cavaleiro Templário com a cruz vermelha e um manto totalmente branco (ou bege). Sacerdotes-Cavaleiros Templários usam uma Mitra com uma cruz na parte da frente. O Sumo Sacerdote usa uma Mitra mais alta, com a cruz Patriarcal.




Mais informações aqui.

O Rito York (americano) também possui seu Grande Colégio, do qual segue o link.




M.E. Larry Edward Gray, K.G.C., G.C., HRAKTP